Reflexões sobre 4 Macrotendências Mundiais que Moldarão o Setor da Construção Civil até 2030

November 22, 2018

Em parceira com o Edital CNI do Sebrae, o Centro Internacional de Inovação do Sistema FIEP (Federação das Indústrias do Estado do Paraná) apresentou uma pesquisa de Análise Setorial & Tendências aplicada ao Setor da Construção Civil. 

 

 

Em um determinado momento, a pesquisa faz referência ao estudo realizado por José Ricardo Roriz Coelho para o Dpto. de economia, competitividade e tecnologia FIESP / CIESP em agosto de 2018, o qual aponta 8 macrotendências mundiais de longo prazo. Estas macrotendências devem moldar a indústria e a sociedade nos próximos 10 anos, tornando-se oportunidades de crescimento para os diversos setores. Renda per capita, assim como crescimento populacional e econômico são variáveis que impactam diretamente estas questões.

 

Tratando-se especificamente da Indústria da Construção, o Centro Internacional de Inovação do Sistema FIEP retrata uma reflexão sobre 4 macrotendências mundiais que devem impactar diretamente o setor, são estas:

 

 

AUMENTO DA DEMANDA POR ENERGIA

 

A geração de energia renovável, como eólica, fotovoltaica, hidroelétrica e de biomassa e resíduos deverá sofrer estímulos e crescimento nos próximos anos. Enquanto a energia de fonte não renovável, como o uso do petróleo, energia nuclear, gás natural e xisto devem estagnar ou até mesmo reduzir.

 

Atenta-se, portanto, ao desenvolvimento de equipamentos para o armazenamento de energia como baterias e capacitores, além de formas alternativas de estocagem de energia para substituição do lítio. Da mesma forma, reflete-se sobre a distribuição de energia. Haverá necessidade de utilizar sistemas digitalizados para distribuição inteligente ("smart grid)" e de investimentos públicos em infraestrutura energética, assim como os próprios consumidores serão produtores de energia.

 

Neste cenário, o Brasil apresenta grandes potenciais de geração de energia a partir de fontes renováveis do mundo e de produção de máquinas e equipamentos para geração e distribuição de energia renovável. O país possui tecnologias já desenvolvidas em biomassa para substituição do petróleo e conhecimento tecnológico no desenvolvimento e produção de turbinas eólicas, além de já encontrar-se entre os dez maiores produtores de energia eólica do mundo. Em contrapartida, devido aos custos da tecnologia, o país praticamente não utiliza energia solar, o que já é uma lacuna a ser preenchida nos próximos anos.

 

 

MUDANÇA NO PADRÃO DE PRODUÇÃO

 

Uma vez que o crescimento econômico demandará maior consumo energético, aplicações que aumentem a eficiência energética e que mitiguem os impactos negativos gerados no ambiente, como gases do efeito estufa, terão cada vez mais importância no sistema de produção. Consequentemente, essa mudança será benéfica e necessária para maior equilíbrio ambiental.

 

Seguindo o mesmo raciocínio, a produção industrial deverá ser mais limpa e gerar menos desperdícios e restrições comerciais favorecerão desenvolvimento de tecnologias não poluentes, o que demandará também o desenvolvimento de novas tecnologias de controle ambiental.

 

 

URBANIZAÇÃO E EMERGÊNCIA DE MEGACIDADES

 

O aumento da urbanização e sofisticação tecnológica darão origem às smart cities ou, em português, cidades inteligentes. Essas cidades tendem a automatizar e integrar os mais diversos sistemas presentes em um ambiente urbano, como transportes, saúde, energia, prevenção de acidentes, educação, saneamento básico, distribuição e captação de água, segurança e etc.

 

No Brasil, as zonas urbanas possuem características próprias, com o predomínio de cidades de médio porte. Nestas, as oportunidades são inúmeras, como a necessidade de desenvolver tecnologias desenvolvidas em Big Data, Inteligência do Artificial (AI) e Internet das Coisas (IoT) aplicadas a organização do sistema de tráfego, o qual cresce desordenadamente em grande parte dos casos.  Sistemas rodoviários e ferroviários deverão também se adaptar a esta tendência, uma vez que a falta de engenharia e planejamento das cidades originou problemas de mobilidade em cidades de pequeno e médio porte até mesmo em metrópoles, como São Paulo.

 

 

INFRAESTRUTURA MODERNA E COMPETITIVA

 

Neste cenário, existe tendências de modernização dos transportes e dos setores de energia e telecomunicações e desenvolvimento da infraestrutura social, como educação e saúde. Dessa maneira, aponta-se: a integração e modernização dos modais de transportes (rodoviário, ferroviário, hidroviário e aeroviário); instalação de novas redes 5G, banda larga mais potente e antenas que conectem carros autônomos e robôs nas fábricas; integração de regiões hidrográficas, distribuição inteligente de água, construção e modernização da estrutura de saneamento, aplicação de sensores para detecção de vazamentos e emissões de alertas instantâneos; extração de insumos minerais em áreas difíceis e reutilização/reciclagem de materiais (economia circular).

 

No Brasil, uma infraestrutura moderna e competitiva é imprescindível para o desenvolvimento do setor e da indústria 4.0, dessa forma este pode ser o principal driver de crescimento para curto e médio prazo. Os sistemas de transportes brasileiros não precários e desatualizados, enquanto os sistemas de telecomunicações devem ser expandidos nas áreas remotas. Conclui-se, portanto, que a infraestrutura brasileira e o investimento do governo na mesma são insuficientes e defasados.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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